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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

2016's Resolutions

Houve uma época em que eu fazia isso sempre. Decidi fazer esse ano de novo e ver no que dá.

1. Terminar meu projeto de monografia.
2. Fazer minha monografia.
3. Fazer outra disciplina da Ed. Física, preferencialmente natação.
4. Sair de bote pelo menos 1 vez durante cada semestre e uma vez em cada férias.
5. Ser mais responsável espiritualmente
6. Fazer o mapa astral da Ana antes do aniversário dela.
7. Fazer o muro da minha casa.
8. Guardar dinheiro todo mês.
9. Começar a construir minha casa nova.
10. Comer menos frituras.
11. Me livrar de todas as roupas e sapatos velhos que eu não uso.
12. Organizar os textos antigos da faculdade.
13. Organizar material de corte e costura.
14. Fazer a camisa de Marcello, que não fiz no ano passado.
15. Desenhar, modelar, cortar e costurar o vestido de princesa histórica para Haylanna.
16. Desenhar, modelar, cortar e costurar o traje de príncipe histórico para Klaus.
17. Visitar Jôze e as meninas pelo menos duas vezes.
18. Ir mais ao cinema.
19. Ver a temporada de 2016, completa, de Penny Dreadful, Game of Thrones, Vikings e House of Cards.
20. Terminar Cosmos e House of Cards.
21. Ajudar meu irmão a passar pra faculdade, se ele ainda quiser.
22. Decidir o que fazer com os livros.
23. Comprar o que falta pro tablet e mandar pra Hayla estudar.
24. Ajudar Anna e Simone a fazer o Enem, se elas quiserem.
25. Comungar pelo menos mais uma vez com a Anahuasca.
26. Desenhar, modelar, cortar e costurar um vestido.
27. Desenhar, modelar, cortar e costurar uma saia longa.
28. Desenhar, modelar, cortar e costurar uma calça pantalona.
29. Fazer alguma biju com aquele cobre que comprei no início do ano passado.
30. Guardar R$5,00 pra cada item concluído da lista.

2015, o ano bom

Há muitos anos eu não tinha um ano tão bom. Mesmo nas adversidades, as coisas pareciam mais leves, os problemas não pareciam tão grandes, e pude seguir.

Foi um ano complicado na faculdade, tivemos greve, isso deixa a gente bastante desgastado. Mas foi um ano onde tive muitas coisa boas vindas da Egiptologia e isso conta pra caramba.

Alguns colegas de faculdade viraram amigos, uma amiga entrou pra faculdade,  vencemos uma eleição de centro acadêmico, me afastei do centro acadêmico, fiz cursos de Egiptologia, ajudei a promover cursos e dei uma aula. Muitos projetos surgiram, muita coisa boa pode ainda acontecer.

Na vida pessoal as coisas foram tranquilas. Tentei ter um bebê, não rolou, segurei a onda e foquei em outras coisas. Fizemos planos, estudei sobre construção de casas de madeira, tomamos decisões e demos partida.

No trabalho tudo correu bem. Mesmo quando corria mal. Tivemos uma fase péssima onde os salários atrasavam todo mês, mas tive sorte de estar na empresa que estou, pois foram muito corretos o tempo todo.

Consegui guardar uma merrequinha, paguei uma dívida antiga, aprendi a controlar meu dinheiro e tudo passou a ser mais fácil.

Redescobri o amor pelos cães, primeiro com Banquela, meu bebê especial que amei muito e depois com a filha dela, Preta, a quem estou ensinando a uivar. Apesar disso, continuo sendo uma crazy cat lady.

Aprendi mais sobre astrologia, vi meus pais aprenderem a usar o whatsapp. Sai algumas vezes de bote, tomei bastante banho de mar. Fiquei no meio da baía de Guanabara num bote, presa numa corrente, à noite, na direção do MAC e devo dizer q a vista dele do mar é mais linda do que da terra.

Aprendi um pouco mais de hieróglifos egípcios.

Tomei porre de caninha da roça e, man, é pra nunca mais.

Perdi minha avó aqui na terra e ganhei um anjo lá no céu.

Tive o primeiro natal do núcleo familiar constituído por meus pais, meu irmão, meu marido e eu. O primeiro. Desejei que tivessem crianças. Não sei se haverá.

Tomei coragem de pegar aquela disciplina de yoga na faculdade.

Li um livro não acadêmico.

Vi várias séries!

Fui feliz esse ano. Espero que ano que vem sejamos todos. ;)

Pode vir, 2016. Obrigada, 2015!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sobre deixar ir


Olá.

Hoje eu quero falar da importância de desapegar de coisas que mesmo não sendo ruins atrapalham a sua (minha) vida.

Nesse semestre eu precisei desapegar do curso de alemão, de abandonar um curso de extensão em egiptologia e quase não inscrevi trabalho para uma jornada de antiguidade na universidade, jornada essa na qual trabalho na organização.

É muito fácil, pra mim, achar que dou conta. Mas a verdade é que eu não dou conta porque meu dia não tem 36 horas. Acabei me envolvendo em muitas coisas, ao mesmo tempo e, no final das contas, precisei pedir pra sair.

E saí.

Outras oportunidades se desdobraram a partir daí e quero crer que é uma resposta positiva do cosmos de que eu estou fazendo a coisa certa pra mim. Por enquanto, sobrevivendo.

Naluh

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Das dificuldades do ano que nem começou direito

Entrei aqui pra olhar meu blog e vi minha listinha humilde de Ano Novo e resolvi parar pra contar como andam as coisas.

Acontece que engravidar não está sendo tão simples quanto parecia. Sempre fui fértil e pá e tal, ou pelo menos meu corpo me dá os sinais de fertilidade, então achei que na primeira tentativa eu seria premiada. Aparentemente é mais parecido com uma raspadinha do que eu pensei. O mês de janeiro foi conturbado, como todos os janeiros da minha vida desde que entrei para o mundo dos adultos e o mês de fevereiro, que já chega na sua segunda dezena de dias, foi um mês onde fiquei mais adoentada do que não sei o quê. Ainda há tempo, não vou jogar a toalha, mas dá uma sensação esquisita. Quis tanto programar e planejar e o destino me tirou o controle das mãos.

Quis tanto um bebê de libra, ter um filho ainda aos 30 (o que acontece de ser agora impossível que essas coisas estejam juntas), quis planejar o afastamento da faculdade e pá e tal. Mas eu devia ter imaginado, porque nada - absolutamente nada - na minha vida vem assim, fácil. Isso me faz forte, criativa na resolução de problemas, um pouco mais conservadora em algumas coisas também - afinal quando se tem tanto trabalho para construir coisas, cria-se um senso de preservação - e resiliente.

Na faculdade, não sei se conseguirei fazer cinco disciplinas... Fui tocada pela maldita "excedência" nas inscrições e como trabalho não vale a pena pegar "qualquer disciplina" para poder fechar as cinco. Relevância na vida, na faculdade, nas relações e no trabalho, por favor, né?

Às vezes dá aquela vontade de virar do lar... De terminar a faculdade, claro, mas de ficar em casa, fazendo da minha casa meu trabalho. Às vezes me dá uma invejinha das mulheres de antigamente, com menos cobranças na vida... Não invejo tudo que permeava as vidas delas, mas invejo isso, certamente. Penso como minha vida seria tranquila se eu só precisasse cuidar da minha casa, pudesse curtir uma gravidez como as mulheres faziam antigamente, criar uma criança estando totalmente presente... Estudar para o mestrado e doutorado durante as sonecas dos pimpolhos..Como pode uma pessoa ser tão "antiga" e tão "muderna" ao mesmo tempo?

Acho que estou com "post-vacation blues"... A vontade de voltar à vida normal é inversamente proporcial aos dias que restam de férias....

Até mais.

Naluh

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dos projetos para 2015

Olar.

O ano vai, lentamente, começando e eu pegando no tranco. Para esse ano, os projetos (poderia dizer que é quase uma resolução de ano novo) são:


  • Engravidar;
  • Terminar 2 períodos da faculdade, com 5 disciplinas cursadas em cada um;
  • Consertar o meu projeto de monografia;
  • Tocar o blog de maternidade, o Materna Ísis, que comecei com uma grande amiga;
  • Fazer o máximo de yoga que conseguir (incluindo como disciplina na faculdade);
  • Me divertir muito com meu marido;
  • Ser grata, muito grata, o tempo todo.
Fim.

Vai ser necessária muita organização e força de vontade, mas é totalmente possível.
Vamos que vamos.


Naluh

sábado, 20 de dezembro de 2014

2014 já acabou?

E eis que sobrevivo a mais um semestre. Dessa vez foi por pouco: no dia seguinte à última prova eu tive uma crise de labirintite cujos dramas se estenderam por duas semanas. Sim... Mas o semestre acabou bem, e eu posso dizer que esse ano foi realmente interessante.

Pela primeira vez eu participei de um evento onde eu apresentei alguma coisa, e já na inauguração terei resumo publicado e, se tudo der certo, capítulo de livro. Muito legal, né?

Eis que acaba um ano onde eu não fiz listas de ano novo. E nem projeto nenhum. Olhando pra trás penso que poderia ter feito, só pra não ficar esse vazio. Mas por outro lado, estou feliz de ter tido um ano onde simplesmente fui e fiz o que precisava ser feito.

Em relação a 2015, ao contrário, já existem tantas expectativas... Um ano com mais momentos de lazer, um ano de uma possível gravidez. Um ano onde estarei ligada ao DCE da UFF... Eu ainda me lembro de ter dito que não faria política na faculdade. Poor me...

Finalmente, eu e meu marido concordamos em ter um bebê no ano que vem. E desde então eu estou realmente num turbilhão de emoções: tô feliz, tô com medo, me emociono ao ver bebês e ler histórias, fico apavorada de perder minha individualidade... É um lugar difícil pra se estar, essa minha cabeça nesse momento. Mas uma coisa é certa: não quero passar dos 30 anos para engravidar. Então se não for no ano que vem, não será mais.

Começarei um blog que está sendo preparado, em conjunto com minha grande amiga, Fátima Daumas, onde falaremos sobre maternidade. É uma catarse, eu realmente preciso de uma. Mas eu vou manter esse aqui. Será o lugar da Naluh mulher. O outro será o lugar da Naluh mãe. Não posso perder de vista essa distinção, ou eu vou surtar e vou acabar não engravidando. O blog será inaugurado em primeiro de janeiro de 2015, então nos vemos por lá também.

E aí, 2015, o que trazes pra mim?

P.S.: Finalmente tatuei o solve et coagula. :)

Naluh

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Dos meus transtornos...

Eu sempre soube que não era normal. Na verdade, nunca achei que ser normal fosse uma coisa boa e sempre fui grata por não sê-lo.

Sempre sofri de alguma, ou o que eu pensava que fosse alguma, ansiedade e algumas manias e comportamento/sensação estranha, mas nunca me preocupei com elas.

Recentemente, me caiu a ficha e o meu comportamento/sensação estranha ganhou um provável nome: compulsão. Consultei Dr. Google e os meus sintomas são por demais numerosos para que haja qualquer dúvida a respeito de Transtorno Obsessivo Compulsivo, Dermatotilexomania (ou escoriação compulsiva, ou ainda, skin picking), e em alguns sintomas - bastante específicos-, Transtorno de Despersonalização. UAU!
Na hora fiquei bem chocada. Mesmo. Chorei. Sim, pois os sintomas são muito, muito, muito específicos, eu apresento, na pior (ou seria melhor?) das hipóteses, 50% deles.

Bom, quais seriam minhas opções partindo disso? Marcar consulta com um psicólogo que provavelmente me encaminharia para um psiquiatra. Nesse meio tempo, Rivotril para ansiedade.
Confesso que seria muito útil um rivs para me deixar de boas. Mas antes eu decidi que EU quero olhar pra mim, ciente de que aquilo com o qual eu convivi por pelo menos 24 anos é um transtorno e aprender quem sou eu considerando esses aspectos, nunca dantes considerados. E confesso que não me parece uma perspectiva muito bonita, para mim, uma pessoa com filosofias e práticas espiritualistas/esotérica/ocultistas, que só toma remédio quando não dá pra trabalhar por causa da dor ou incômodo, tomar remédio para ansiedade. Claro que se, no final de um ano, eu achar que não dá "sozinha", eu vou no dotô e pedir algo pra me ajudar. Mas por enquanto não é o caso.

Eu vivi todos esses anos me equilibrando nessa corda bamba e, de 2012 pra cá, tive um boom. Yeah. What can I do? Vivi uma pauleira mesmo, foi foda, foi punk, não é de admirar que as coisas tenham piorado de lá pra cá, principalmente uma delas. Mas eu tenho segurado a minha fucking onda, véi! I know I can do it!

Partindo disso tenho tentado evitar me escoriar. Voltei a passar base com creolina nas unhas e tenho evitado arrancar cabelos brancos, assim como espremer cravos nas costas do marido (ele tá meio chateado com essa parte, rs). É para pra melhorar a aparência da pele? Em última instância. É para assumir que em poucos anos estarei grisalha? Não. Na verdade, estou curiosa pra saber como será isso, e não é para esconder a "velhice" que eu os arranco. É a compulsão, e a tricotilomania. Então o que perco tentando evitar deliberadamente, claramente, por uma razão séria? O que eu ganho? Muito. Meu marido tem me ajudado, mas já percebi que se não partir de mim, as pessoas de fora podem passar horas me falando para parar, para não catucar ou não fazer e não vai adiantar nada. Entra por um ouvido e sai por outro.

Tenho tentado cultivar uma auto-estima maior, e acho que se eu conseguir desviar um pouco da minha atenção pra isso, eu ganho muito também. Então, ao invés de espremer todos as bolinhas do meu rosto até que não haja mais qualquer relevo expremível e não-inchado no rosto todas as noites, eu passo um leite de rosas, para limpeza profunda e ação adstringente e, em seguida, eu passo uma pomada cricatrizante (nebacetim). Todas as manhãs tem menos bolinhas e menos desejo incontrolável de expremê-las. Também adotei o ritual do hidratante nas áreas onde tenho mais problemas de bolinhas corporais/pelos encravados (pernas, bumbum e púbis). Menos pelos encravados, menos coceira, menos escoriações compulsivas.

Também peguei apenas três disciplinas na faculdade, mesmo podendo pegar quatro, sendo uma na parte da manhã. Eu sei que em um mês já estaria uma pilha por causa dessa da parte da manhã e ao final do semestre eu já estaria no modo hard crazy. Então por quê? Há necessidade disso? Eu estou com pressa de me formar? Nããããooo!! Estou fazendo faculdade por qualquer coisa que demande pressa? Não! Então por que me desesperar e sair correndo sabendo que vou passar mal? Sabendo que passaria 6 meses no modo working like a bitch para depois passar mais um semestre fazendo malabarismo e desejando as férias feito louca, para quando as férias chegarem alternar crises por causa da ansiedade acumulada e hibernação level uma semana na cama? Isso não me parece a escolha mais acertada pra uma pessoa como eu.

Essas férias me ensinaram muito a cerca de mim mesma. Ainda tem gente que pensa que já aprendeu tudo sobre si mesmo. Eu digo, até você ser testado no seu extremo psicológico não, você não aprendeu nem metade, baby.

Por isso o post sobre o Solve et Coagula.

E é por isso que estou apostando no yoga. Eu não tenho tempo pra fazer aulas. Sério. Não tenho. Minha vida e minha rotina são exigentes e minha faculdade absorve cada minuto de paz.

Decidi procurar uns vídeos no youtube, de aulas, e ir tentando. Sou auto-didata, sempre fui. Já fiz dois dias e digo: quando eu termino o relaxamento sou outra pessoa. E olha que faço quando acordo. Tem me feito muito bem e acho que posso me beneficiar muito com esses 15 minutos diários, pela manhã.

Por que estou escrevendo isso aqui? Porque faz parte do meu 'projeto' assumir os transtornos, para aceitá-los. Acho que não dá pra prosseguir sem isso. Para isso é preciso falar sobre eles. Já falei com uns amigos e estou falando com esse aqui, o Nigrum Luna. Porque esse blog é o mais parecido com um diário que já consegui depois da adolescência. Porque talvez isso possa ajudar alguém. Não sei, tomara que sim.

Naluh

terça-feira, 22 de julho de 2014

Férias e filmes

Hallo.

Durante as férias desse meio de ano, que eu tive a sorte de conseguir sincronizar com as férias do trabalho, eu e Marcello decidimos ver alguns filmes.
Sempre assistimos a muitos filmes no passado mas, com a faculdade, isso ficou muito difícil.
Escolhemos o que assistiríamos da minha lista do blog. Até agora foram três, bem menos do que eu gostaria, mas é melhor do que o nada.

Elizabeth
O primeiro da série. Achamos bem anos 90, o que não é ruim e nem bom. É um filme datado, feito da forma que em 1998 se entendia super produção. É bom. Muito bom. Cate Blanchet does it good.

Elizabeth - A Era de Ouro
Assistimos dublado. Eewww...
Nunca confie quando um site chamado 'só dublados' diz que um filme é dual audio...
O filme parece bom. A dublagem linear de Silvia Suzy faz tudo ficar muito chato. Sem contar que eu nunca tinha certeza de que estava vendo a Elizabeth ou a Becky de Full House...
Quero assistir de novo, legendado, por favor.

Lua Negra (Bad Moon)
Um dos clássicos de lobisomem dos anos 90, Bad Moon tem um lobisomem que é referência na história do gênero e um diretor fraco que caga em algumas partes da edição. Mas o filme é tão legal que você embarca na história e deixa de notar os problemas. Uma salva de palmas para o cão que interpreta o Thor. Melhor ator do filme.

Hoje, se a internet colaborar, assistiremos Jumanji. Um dos meus filmes favoritos dos anos 90, que não vejo há uns 15 anos... Ou mais.

Naluh

domingo, 20 de julho de 2014

Solve et Coagula

Desde sempre essa expressão, essa fórmula alquímica fez parte da minha vida. É como se eu sempre tivesse conhecido e como se sempre tivesse sabido seu significado.

A alquimia é a mãe da química moderna. Mas a ela está associado o Hermetismo. E no Hermetismo não é a manipulação dos metais, das tintas, das soluções o objetivo e, sim, a consciência do homem.

Partindo disso, a expressão "solve et coagula" se refere justamente ao transformar do homem de 'chumbo' em 'ouro'. A remoção das impurezas para uma consciência divina.

Eu vou traduzir aqui o texto que encontrei no site http://www.orderofthewhitelion.net/008.html e que acho que é muito explicativo do processo.

Estágios do Alchemical Opus (Trabalho Alquímico)
"Solve et Coagula"
Alquimia, Escuridão e Luz


A natureza é sustentada por um ritmo contínuo de desintegrações e formações e o Alquimista imita esse ritmo com "Solve et Coagula".

Se dissolve a coagulação imperfeita da alma (chumbo) e a cristaliza numa nova forma (ouro).

Isso é alcançado através de uma circulação interna de energia a qual o alquimista coloca em movimento e essa circulação trabalha por si própria para alcançar o resultado desejado.

A forma fixa da alma deve ser derretida para que a força criativa seja liberada... então, ela se transforma nos "pais" de uma nova forma.

Esse processo cria mudanças instáveis e irracionalidade ao alquimista e, somente a influência de uma mente iluminada pode controlar a mudança e trazer de volta e estabilidade.

Quando se passa da consciência da Existência Individual para a consciência da Existência Universal, se experimentará um estado de escuridão e caos chamado de Nigredo, a "nox profunda", "a noite sombria d'alma" ou "a confusão da perdição", correspondendo a energia em um estado potencial não-formado. A morte e o renascimento está no coração de todas as técnicas de transformação (no texto original é escrito Trans-Form-At-Ion).

Metaforicamente, o chumbo pode ser comparado ao peso emocional e físico, escurecimento, ignorância e auto absorção. Quando falamos em "chumbo", estamos nos referindo aos problemas que nos arrastam pra baixo, nossos medos, dúvidas, inseguranças, auto decepção, a dor que nos impede de abrir nossos corações, bloqueios criativos, decisões difíceis, mágoas da infância que são se curam, e por ai vai.

O ouro corresponde ao esclarecimento, à iluminação, autoconsciência e soberania.

Quando falamos em "ouro", estamos nos referindo ao coração aberto, criatividade irrestrita, conexão saudável com os outros e com o Espírito, expressão hábil, clareza, honestidade, habilidade artística, comunicação amável, presença, autenticidade, completude, e integração profunda do corpo e da mente.

A condição existencial do Nigredo é sempre experienciada por aqueles que desejam transformar seus impulsos psíquicos em sentimento puro, afeição e autoconhecimento.

Muito frequentemente uma dificuldade considerável é encontrada em expressar sentimentos recorrentes de relações problemáticas com pais, irmãos, e os de dimensão emocional da existência.

Complexos enraizados em relacionamentos de um indivíduo com seu pai ou mãe pode inibir o fluxo natural de energia psíquica, o que pode permanecer num estado "não desenvolvido" e "fixo" numa fase inicial do crescimento.

O alvo do Alquimista que luta no Nigredo é transformar a "rocha dura" (o Pleroma) no Mercúrio Filosófico, que deve ser destilado até o conhecimento do Elixir ser obtido.

Em termos práticos, a experiência envolve refinar a "energia psíquica" gerada pelos instintos primários em "energia mental" para atingir um estágio no qual o indivíduo compreenda que impulsos humanos constituem um potencial criativo que temos ao nosso dispor e que podem nos ajudar em nossa busca pela felicidade.

A energia psíquica se manifesta como medo, raiva, sensação de doença, inveja, ciúme, ódio, ganância, apegos e suas manifestações físicas são lágrimas, gritos, ataques coléricos, dores no estômago e secreções das glândulas endócrinas que mudam a cor de nossa pele ou deixam nossos lábios rígidos.
A energia psíquica é, na maioria dos casos, um aviso claro da existência de conflito que pode ter uma influência negativa no corpo.

Saiba (no texto original aparece como "K-Now")

... A depressão é melhor enxergada como um Rito de Passagem.
Como uma iniciação... um estágio no qual nós devemos entrar e atravessar.

Mitologicamente falando é uma jornada ao mundo subterrâneo.

Quando sofremos de depressão nossa atenção é arrancada da vida e afastada do mundo. Enquanto retiramos nossa energia, nossa vida fica do tom de uma austera paisagem de inverno.
Essa retirada de energia também pode ser vista como um recuo.

De muitas formas diferentes, a depressão é uma demanda inconsciente de recuo.
Se nós lutamos com essa necessidade de recolhimento, o inconsciente apenas redobra os esforços. A vergonha, a timidez, a apatia ou a tristeza que é experienciada durante a depressão são todas sugestões para recuar da vida.
É interessante como esses sintomas psicológicos se aliviam assim que nós conscientemente reconhecemos e honramos a necessidade de recuo, de recolhimento.

A dor e o tormento desse estágio inicial da depressão é diretamente proporcional ao nosso apego a vida. Abraçar a depressão é essencialmente um ato de libertar, de soltar.

Essa atitude pode ser o desprendimento de certos sonhos, aspirações, ambições, relacionamentos, habilidades, atitudes ou qualquer outra coisa que possa estar retendo a sua atenção em uma direção para fora ou adiante.
Essa 'rendição' é a 'morte' pela qual a depressão clama.

A visão Junguiana do desejo de suicídio é frequentemente a atitude psicológica correta - EXCETO que não se deve causar qualquer mal ao próprio corpo.

A "descida ao mundo subterrâneo" requer uma morte psicológica, ou do ego.

Depois da "morte" vem o "Limbo" - um estado aparentemente eterno onde tudo continua a ser. O Limbo reside entre a vida e a morte.

É o início do inverno, iniciado pela queda do outono...

A fase do "Limbo" da depressão é uma passagem notoriamente lenta.
O Limbo dura pra sempre.
O tempo congela e nós somos abandonados no escuro com nenhum senso de propósito ou direção.
Enquanto tateamos no escuro, não temos qualquer indicação de que estamos nos movendo para frente ou para trás.
Em termos reais, o limbo pode durar muitos anos ou muitos dias.

Ainda assim, é no Limbo que nosso verdadeiro trabalho começa...
... O velho se esvaiu e abriu passagem para o novo. No limbo nós reunimos os pedaços de nossas vidas e de nós mesmo. Sem realmente saber, nós preparamos a nós mesmos para a nova vida.

Depressão e o ganho de Sabedoria
É o Tempo de 'minas escuras' que aprofunda a Alma.
A sujeira é pó de ouro e as rochas são diamantes.
Quando estiver lá embaixo, não se esqueça recolher algo.

Sob reflexão, a depressão é frequentemente vista como um dos períodos mais enriquecedores da vida das pessoas.
A maior parte das pessoas criativas, sábias e elevadas passaram, em algum estágio, por um período de depressão...
E foi frequentemente nesse estado depressivo que encontraram a si mesmos, uma nova direção, uma solidez e integridade, ou uma capacidade criativa previamente encoberta.

O ganho de sabedoria durante a depressão parece ser um lugar comum...
... Pois no meio da profundidade da depressão um relacionamento maior com o Self (no texto original aparece como "S-Elf") é forjada.

Culturas indígenas descrevem a iniciação do shaman, ou espírito-doutor, como uma descida ao mundo subterrâneo dos espíritos das trevas, onde tem lugar a experiência de morte e desmembramento.
Depois desse desmembramento os espíritos auxiliares chegam e ajudam a reunir o corpo do iniciado. Em seguida vem uma jornada ao sol ou ao mundo superior, onde a visão e recebida antes de retornar aos reinos terrestres para cumprir com suas responsabilidades.

O rito shamânico de passagem reflete o processo de depressão.
Conforme mergulhamos na depressão somos despedaçados, lentamente nos reunimos antes de nos erguermos para fora da depressão com toda uma nova perspectiva na vida.
Depois da depressão somos frequentemente elevados a um estágio de realização, de visão e inspiração.

Na alquimia o processo deve passar pelo Nigredo, ou Mortifico (a fase de enegrecimento e morte) antes do Albedo (o branqueamento).

Depois do Albedo vem o Rubedo (o envermelhecimento e retorno à vida)

Vista dessa perspectiva, a depressão é realmente um portão para um relacionamento mais profundo e completo com seu Verdadeiro Ser (True S-Elf).

Conforme Dante ilustrou em sua "Divina Comédia"...
... 'a passagem através do inferno e purgatório leva diretamente ao céu'.

Psicologicamente falando, o Nigredo é um processo de direcionar a si mesmo para encontrar o autoconhecimento.
Via de regra, é dado ao problema total atenção e é reduzido ao seu núcleo.
Isso não é feito muito de forma intelectual, mas especialmente através do sentimento das emoções.

Ao realmente entrar no problema, se produz putrefação, a decomposição daquilo que estava preso.
A confrontação com a realidade interior é frequentemente dolorosa e pode levar à depressão.

Contudo...
... uma vez nas profundezas da escuridão, com a descoberta da raiz do problema, a semente na 'prima materia', a luz branca nasce (albedo, enbranquecimento, a próxima fase).
Um estado de descanso se ergue.
Se ganhou percepção dentro do problema, organizou-se emocionalmente e o conhecimento se ergue a respeito de como lidar numa forma mais positiva e de como construir uma atitude pura.

A 'matéria' tem que ser despida de sua superfluidade, de seus supérfluos, para poder chegar ao centro, que contém o poder da 'mistura'.
A semente é a essência e contém todos os poderes essenciais do corpo. É necessário ir ao centro dos problemas, ao centro das emoções, ao centro do próprio ser.
Lá, ainda no centro, está o Poder de Transformação.

Para ser elaborado futuramente...

Nigredo ou Negrume

O enegrecer é a depressão, a melancolia, que é o estágio inicial para se diminuir o ritmo e examinar a vida, que leva à terapia e que se aprofunda quando se encontra o lado sombrio da personalidade.

A "Sombra" é a parte interior da personalidade... a soma de todos os elementos psíquicos pessoais e coletivos que, por causa de sua incompatibilidade com a atitude consciente escolhida, é negada a expressão na vida e portanto fundam-se num fragmento de personalidade, relativamente autônoma com tendências contrárias no inconsciente.

A sombra age para compensar a consciência... portanto, seus efeitos podem ser tanto positivos quanto negativos. O encontro com as sombras é invariavelmente experienciada como uma mortificação... os aspectos sombrios do Self têm que ser confrontados e assimilados na consciência...
Os sentimentos de culpa, inutilidade e impotência têm que ser sofridos, assumidos e trabalhados.

Como um prelúdio para resolver conflitos e elementos em guerra na psique, um processo de limpeza foi necessário, envolvendo exame e remoção de projeções.

Nigredo, enquanto primeiro estágio, é sobre reconhecer e integrar as sombras... questionar o que está errado no reino psíquico, procurar pelos sintomas psicossomáticos e, então, purgar ou fazer catarse...

O estágio de Nigredo era conhecidamente perigoso pelos alquimistas... vapores venenosos de chumbo e mercúrio eram gerados ou o 'vaso' poderia mesmo explodir devido ao superaquecimento...
O alquimista tinha que ser resistente, observar e experienciar o valor da paciência a fim de continuar o trabalho...

Albedo ou Embranquecimento

Em linguagem alquímica, a matéria sofre até o Nigredo desaparecer e um novo dia raiar.
O material lentamente começa a ganhar vida novamente.
O albedo, o segundo estágio, era o resultado da lavagem (ablutio, baptisma) dos produtos deste Nigredo.

Psicologicamente, representa o estágio posterior à integração das sombras com a intimidade da retorta (vaso onde é realizada a destilação) analítica... o equivalente ao processo de lavar roupa suja em público... está na matéria bruta ou "sombra" de nossos assuntos mundanos onde a contaminação ocorreu.

Em algumas tradições, o Nigredo constitui-se da 'morte' da prima materia - em análise, a morte de velhos hábitos, atitudes e padrões de relacionamento, de apegos da infância a dependências, e a retirada de projeções psicologicamente ingênuas...

... no momento da 'morte', a alma (ex. a anima) é liberada, refinada e, então, reunida com a matéria revitalizada para produzir o estágio glorioso das muitas cores - chamado de 'rabo de pavão', a 'caudis pavonis', que então se transforma no branco (albedo), que contém todas as cores, como a luz 'branca'.

Esse momento é altamente recompensante, mesmo que ainda um pouco abstrato, um estado ideal. Jung o comparou com o romper do dia, a preparação para o próximo e último estágio, que é o nascer do sol.

Rubedo ou Envermelhecimento

Para fazer o opus ganhar vida num modo completamente humano de existência, deve haver "sangue", ou o que os alquimistas chamam de rubedo, ou o 'envermelhecimento' da vida.
Nesse estágio final, o branco se reúne com o vermelho através do aumento do calor no fogo.

O branco é associado à Rainha e o vermelho ao Rei, que se ergue da preparação mercurial, das 'águas' transformativas da inconsciência para realizar seu coniunctio oppositorum, a união de todos os opostos como simbolizado pela conjunção dos arquétipos masculino e feminino no 'casamento químico', o hiero gamos...

Isso resulta no grande clímax, o alcance do objetivo - o "Lapis Philosophorum", a incorporação hermafrodita do Rei e Rainha unidos.

Essa é chamada "terceira coisa", o "Rebis", o fenômeno da união do Amor e da Alma em si, a Alma que é engendrada através do Amor...

Esse "nascimento divino" simboliza um re-acordar da realidade psicológica, uma nova consciência reinante.

Concluindo...
... termos Junguianos descrevem esses três estágios como expressões simbólicas dos estágios de individualização.

Individualização é o processo pelo qual nos movemos na direção da integração dos opostos, de sua transcendência e finalmente trazendo a consciência do Self.

Também pode ser visto como um processo redentor da recuperação do Espírito, Alma ou Self do Inconsciente.

Esse texto é copyrighted de © TaurAlpheus, foi retirado de http://www.orderofthewhitelion.net/008.html e traduzido por mim mesma.

É por ter consciência desse processo, por ter passado por tudo o que passei e por acreditar que não há outro caminho preferível ao de ser aglutinar novamente, num ser mais elevado, é que nas próximas semanas tatuarei a expressão que resume todo esse processo, SOLVE ET COAGULA.

Boa noite.

Passando pra dizer oi...

Olá, blog abandonado da solidão...
Mais um semestre gone, resultado bom, embora meu CR tenha caído uns centésimos esse período e dois décimos no período passado. É. Meu CR é importante. Sim, mesmo que você, caro leitor, ache besteira, ele é importante. Sim, provavelmente é TOC mesmo, mas isso é assunto pra outro post.

O importante é que eu já vou começar o meu 4 período da faculdade, embora tecnicamente ainda esteja no terceiro, pois estou com um período atrasado. Fui monitora no primeiro semestre e serei neste também e para dar conta, precisei abrir mão de 2 disciplinas em cada semestre. Não estou chateada pois assim reduzo a ansiedade e todo mundo fica feliz.

A parte boa é que estou de férias duplas: faculdade AND trabalho. Nossa, como eu estava precisando! Nossa, hibernei a maior parte do tempo, cuidei da casa, fiz trabalhos manuais, cuidei do marido... faltam 10 dias ainda... já estou começando a prantear as férias. Melhor começar a me preparar para o fim antes que ele chegue. Ou não. Não sei. Mas a ansiedade faz parte da minha vida, aceitei para doer menos.

Costurei umas coisinhas pra casa também e só o fato de ligar a máquina de costura já me faz sentir melhor, so be it!

Tentei ler nessas férias. Não consegui. Tentei com força, mas nem com força. Não tem problema. Vai ter tempo pra isso.

Voltei a assistir FRIENDS. Melhor fonte de endorfina ever. Terminei as temporadas de Vikings e Game of Thrones e me apaixonei por Penny Dreadful e Eva Green.

Planejando uma nova tattoo e num outro post eu escrevo sobre ela. Provavelmente será mais uma tattoo dupla e fico feliz por isso. Acho q tattoo tem que ter história.

Emagrecer não tá rolando. Achei que em um mês em casa colocaria minha alimentação em ordem. Nem.

O yoga virou um projeto. Mas sem pressão. Tá sendo bom não ter projeto além de ser aprovada com a maior nota possível. O yoga é um projeto pra minha saúde. Arrumando umas coisinhas em casa pra ter espaço e lá vamos nós. Tô ativa no instagram e no facebook. Me encontrem por lá.

Beijo.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Lá vai 2013 e lá vem 2014

Não posso reclamar de 2013. Não posso e não vou. Há muito tempo (tanto que nem me lembro mais) eu não tinha um ano TÃO BOM!

Entrei pra faculdade, conheci uma galera dahora por lá. Consegui um emprego ótimo, bem pertinho da faculdade, meu marido conseguiu um outro trabalho, bem pertinho de casa e depois dessas duas coisas, o dinheiro nunca mais foi mais curto que o mês. Fui muito bem no primeiro semestre da faculdade de História (no segundo ainda não sei, pois só termina depois do recesso de fim de ano). Estive associada a dois grupos de estudo, um deles de egiptologia. Estive em vários eventos sobre Egito e agora meu Lattes já pula pra outra página. Conseguimos, às custas de muita ajuda de vários amigos, fazermos mudanças importantes na casa, que melhoraram, e muito, nossa qualidade de vida. Ouvi muitas histórias deliciosas, tive gato 'amassando o pãozinho' em mim incontáveis vezes...

Redescobri e me reapaixonei por meu marido. Uma grande inspiração e uma grande motivação. Meu melhor amigo. Saí de uma depressão, me redescobri e me libertei. Tô reaprendendo a cuidar da minha casa e redescobrindo o gosto por fazer isso. Beeeem devagar, mas está indo... rs

Também passei por coisas ruins, como ser assaltada, mas dessas eu não quero falar. Não vale pena.

Só sei que em 2013 eu fui feliz, por isso, ao olhar pra trás me despeço com um sorriso. Que venha 2014 e vamos ver se dá pra melhorar. ;)

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Querida Amanda

Valente, você foi valente.
Sorriso lindo, olhos que nem a dor conseguiram apagar.
Entre as indas e vindas, sempre linda e confiante.
Às vezes batia medo, eu sei, você me disse. Mas nesses momentos, a sua fé te mantinha firme.
Eu me lembro da primeira vez que te vi no corredor da escola. Que olhos, que linda, eu pensei.
Várias vezes eu vi você esbravejando, ameaçando e brigando com outras pessoas. Você tentou, Amanda, manter as pessoas afastadas. Você vendeu, mas nós não compramos. Nós entendemos o que você queria: gente que te amasse de graça, que te impulsionasse a crescer. Alguém que contivesse seus ataques de raiva com risos e conversa leve. Fico honrada de ter podido te ajudar um pouco nisso, pelo menos.
Eu sei que parece derrota. Depois de tanta luta, de tanta dor, não ter dado mais pra segurar.
Mas não é assim que você deve enxergar, minha querida.
Foi vitória. Você descobriu sua fé. Você conheceu amigos verdadeiros. Você uniu sua família. Você pôde demonstrar amor pela sua família e receber amor vindo dela.
Os caminhos de todos nós um dia serão interrompidos, é uma questão de tempo. Você ficou aqui por 17 anos, parece pouco tempo, mas você precisa se orgulhar da sua força. Você foi muito valente. Mais valente do que muitas outras pessoas em situações bem mais simples.
Não vou me esquecer da última vez que conversamos pessoalmente. Não me lembro mais das minhas palavras, mas me lembro das suas. Agora não há mais razão para ter medo, você sabe. As coisas ruins acabaram. Não há mais nenhuma limitação para o seu ser.
Então seja, Amanda.
Você nos iluminou daqui e agora nos ilumina daí.
Num piscar de olhos do tempo de Deus, nos veremos de novo. E então te darei o abraço apertado que não pude dar no fim.
Até lá.
Com amor,

Naluh

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sobre novas diretrizes pra vida

Estava ficando difícil. Passei metade de um semestre me autossabotando. Nem queira ver a quantidade de textos da faculdade que eu acumulei. Uma pilha enorme deles. É de dar medo. O cronograma foi apertando e eu percebendo que não estava progredindo nos meus compromissos. EU me comprometi a fazer faculdade. Com isso fica implícito que eu PRECISO dar conta dos compromissos que eu tinha antes AND da faculdade. Não estava fazendo porra nenhuma. Além disso andei tendo umas crises de ansiedade e estava usando o facebook pra descarregar isso tudo. Será essa uma crise de segundo período? Outros dois colegas disseram que também estão relapsos e esses dois, mais um admitiram que fariam melhor de deletassem o facebook também:. É, também. Eu deletei. Uma série de pensamentos que eu já tinha tomaram força na noite de sexta e eu tomei coragem. Foi lindo. Libertador. Acordei no sábado e pensei que eu não entraria no fb naquela manhã, antes de começar oficialmente o dia, porque eu não tinha mais facebook! Me senti livre, poderosa, feliz. Mais um passo para ser autônoma e autêntica de novo.
E sabe que foi tão bom que eu até consegui ver um filme da lista do projeto 52 filme em 52 semanas! Depois da prova de hoje eu escrevo sobre ele.
Foi tão bom entrar na área fo wi-fi da praça da cantareira e na da UFF e meu celular não parecer que iria explodir de tanta notificação de facebook!
Foi realmente libertador! Rumo a uma vida nova! Beijo.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Después de la tormenta

Hoje eu só tenho motivos para ser grata. Passei um ano sendo a valentia em pessoa. Depois de um torvelinho de emoções violentas onde fui presa no ano passado, meu emocional virou uma zona. Lidei com isso da melhor maneira que pude, da única maneira que sei: de frente. Arranjo logo um trabalho pra ocupar minha mente, pra não deixar a peteca cair, pra ser boa em alguma coisa, pra ter sucesso em alguma coisa, para mostrar pra mim mesma que eu sobrevivo. E eu sobrevivi. Como aqueles camponeses que vão pra lida mesmo doente, pois o que há de se fazer? Sentar e ver a vida passar em meio às lágrimas desajustadas e muitas vezes sem explicação que insistem em correr? Not my style. At all.

Embora ele não fale muito sobre os processos dentro dele, meu marido também esteve convalescente. Acho que ainda estamos. Não há como fingir que não foi punk, porque foi. Sim, eu fiquei depressiva. Sim, eu me vesti com roupas que não me espelhavam, usei um cabelo que não me espelhava, escolhi atividades que nada tinham a ver comigo, me dediquei aos outros e pouco à mim. Sabendo de tudo isso, desejando mudar tudo isso e ocultando esse desejo de mim mesma. E quando eu me lembrava de alguns momentos, chorava de pena daquela eu que tinha passado por tudo aquilo. Um choro que vinha, inconveniente, com lágrimas doídas que eu logo fazia questão de secar.

Hoje eu olho pra mim e me reconheço exatamente como a minha casa. Passou anos sendo a casa de três, e com as nossas características tais como éramos. Quando tudo começou a ruir, a casa começou a se tornar insuportável. Nos mudamos para poder mexer na casa e assim voltarmos para uma vida nova. Qual não foi a surpresa que o destino nos reservou quando a vida nova começou antes de voltarmos pra casa, e ela estava exatamente do jeito que deixamos.

Eu tinha raiva da casa. Tinha vontade de largar tudo, de ir embora. Não me sentia em casa, ela tinha tantos problemas estruturais! Nada do que pensávamos em fazer, no final das contas, parecia funcional. Parecia que não tinha jeito, eu tinha vontade de implodir aquela casa e morar numa caixa de papelão. E não é exagero.

Uma reformulação quase integral se fazia necessária e começamos. Tínhamos um cronograma e temos amigos maravilhosos que dão mãos, braços, pernas, ideias, ouvidos, tudo o que podem para ajudar. E então vieram períodos de chuvas intermináveis, compromissos inadiáveis no PT, dificuldades financeiras, greve dos bancos, tudo. Tudo isso nos atrapalhou imenso e nos atrasou mais ainda. Não teve problema. Firmes e fortes, nosso moto. Rir para não chorar, a lei.

Na semana passada tivemos a última grande perda. Cupins mais uma vez. Já tivemos várias infestações, eles estão debaixo da nossa casa. Mas desta vez, levaram muitas coisas de valor sentimental. Muitos livros importantes e muito do passado. Doeu, muito. Mas fizemos o que podíamos com a adversidade: transformá-la numa coisa boa. Muita coisa precisou ser jogada fora. Muita coisa mesmo. Então jogamos, com passado e tudo. Limpamos, deixamos o destino nos ajudar a enterrar os restos mortais de uma vida que não nos pertence mais. E foi bom. Abrimos espaço na nossa vida e de nos empolgamos com isso.

Só que da mesma forma que ficam pelo chão aquelas coisas que são importantes, mas você não sabe o que fazer com elas, eu fiquei cheia de caquinhos e a simples visão deles me faz oscilar. Entrei num processo de me autoboicotar com a faculdade e não tenho mais certeza de que quero ter um bebê - durante meses, a minha "promessa" de que teria uma vida nova e mais feliz - e isso me fez ficar muito abalada, frágil, deprimida. Tudo isso, junto com as dificuldades em terminar a obra da casa, o fato de ter chegado uma cachorrinha na minha casa com dois filhotes que morreram e a adoção dessa cachorrinha (que está bem), culminou na eclosão de uma lesão de herpes labial ontem, pra completar o quadro da miséria.

Decidi, então, tentar resgatar as coisas que eu fazia antes de ficar mal e adaptá-las para essa nova vida. O Projeto Stop Onicofagia e a decisão de não alisar mais os cabelos são exemplos dessas coisas. Costurar também é algo essencial e estou organizando meus espaços na casa para poder fazer isso sem ficar toda torta. rs. E a coisa mais importante de tudo isso, foi ver meu marido ontem, todo animado em mexer em coisas da "casa nova". Realmente animado! Hoje pela manhã até me trouxe um vasinho de planta ornamental para colocarmos no nosso quintal e é por isso que eu estou vendo la calma, llegando después de la tormenta.

Como não me sentir grata por ter sobrevivido a tudo isso?
Every little thing is gonna be alright.

Naluh

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aniversário de meu amor, meu grande amor


Uma pessoa simples e grandiosamente incrível. Merecedor de carinho, respeito, amor e devoção de tantos.
Poderia elogiar de mil formas, mas vou apenas chamar de My Messiah, My Savior. Aquele que eu amo. Sou imensamente grata por ter o privilégio de estar em mais essa jornada com você. Por aprender tanto com você. Feliz aniversário. Que possamos sempre estar juntos. Forever and ever.

Naluh

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

App do Blogger para Android

Minha primeira experiência com ele foi tentando editar um rascunho e ficou uma porcaria. A cada ponto ou palavra iniciada com letra maiúscula, ele jogava a palavra seguinte para a linha de baixo, um inferno. Já na criação de um post novo, ele vai melhor. O problema é que o editor dele é SUPER simples, e não satisfaz o usuário do blogger. Um outro problema é que em todos os meus posts há a minha assinatura com um código CSS. Isso faz com que todas as vezes que eu inicio um post, a assinatura já esteja lá. Ao editar aqui no app, a assinatura não aparece e eu tenho quase certeza de que quando eu for ver essa postagem no blog, minha assintura não estará lá. Aplicativo mau. Aplicativo muito mau.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Blogs que me inspiram - Parte I: Costura

Hoje tive a inspiração de escrever sobre quem me inspira.
São muitas coisas que empreendo de uma só vez, mesmo sabendo que isso não é lá muito adequado, porque alguma coisa sempre acaba dançando. Mas eu sou dessas que vive intensamente tudo o que empreende e aproveitar cada momento e situação como ela se apresenta é fundamental para saber como mudar o que deve ser mudado.

Mas vamos lá.
Escolhi a costura como primeiro tema, porque é uma das coisas que mais gosto de fazer e a coisa que eu não faço há mais tempo. Desde que entrei para a faculdade não tive mais tempo para costurar e isso é muito chato.

Quando estou com um tempo e conseguindo focar em alguma coisa, mesmo que seja na navegação randômica na internet, passo por esses blogs aqui:

Amanda's Adventures in Sewing
É o blog de uma dona de casa com três filhos que costura muito. Inicialmente, quando tinha apenas dois meninos, para si. Com a chegada da primeira filha, começou a costurar também para a bebê.
A Amanda é muito caprichosa e, embora tenhamos gostos diferentes no quesito estampas, rs, escolhe uns modelos que às vezes são surpreendentemente bonitos. De uma forma geral tem um bom gosto e um talento que me inspira muito: o de fazer acabamentos bonitos. Suas roupas sempre tem um viés nas bainhas, costuras internas e agora até renda no acabamento da barra com o forro. Tento sempre me lembrar de fazer coisas tão bem acabadas. Suas roupas, muitas vezes parecem de grife, como por exemplo essa blusa:


Cole's Corner and Creations
Conheci o blog da Cole através do blog da Amanda e me apaixonei. A Cole também tem três filhos, duas meninas e um menino e costura para todos eles! As meninas, lógico, são as mais beneficiadas, com vestidos, calças com babados e tudo com peças combinando para as bonecas. Vendo as fotos das coisas que a Cole costura, eu fiquei muito, muito inspirada em fazer as roupas de uma possível futura filha. O mais legal é acompanhar o crescimento das crianças, principalmente da caçula, Lucy, que está perdendo aquele jeitinho de criança pequena. E é inspirador ver como ela embarca nas fantasias das crianças e mete o pé no pedal:


Esse é o blog da Tasia, uma canadense que faz uns vestidos em estilo retrô tudo de fofos! De longe, a mais sofisticada de todas, montou uma loja para vender os moldes dos vestidos que ela cria. Eu sempre babo nos vestidos e alguns moldes estão na minha wishlist. Um dia eu vi essa imagem e me apaixonei:


Decidi que queria ter um espaço de costura organizado assim. Aí depois vi esse post e pensei que eu NECESSITO de um lugar para as minhas costuras. E de um manequim regulável...

Naluh

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O pé no saco de comprar e não ter o produto

Em maio comprei um tablet da Philco. Ele chegou com manchas brancas na tela, mas eu não me importei muito, uma vez que estava precisando muito dele naquele momento. Comprei para usar na faculdade e estava a cada dia com mais textos digitalizados ali dentro. Tolerei. Antes do fim do semestre o danado começou a ficar doido e uma faixa próxima da borda do touchscreen ficou insensível. Ainda esperei o semestre terminar, dependia dos textos ali dentro para me preparar para a prova, além do fato de que digitava muitos dos trabalhos ali mesmo. Quando o semestre letivo terminou, levei para a assistência. Já faz mais de um mês que está lá e estive lutando, nos últimos dias para:
  1. Uma previsão do conserto do tablet;
  2. Na ausência desta, a substituição do tablet;
Agora quero meu dinheiro de volta. É um tal de ignorar o código de defesa do consumidor, de assistência técnica que não atende o telefone, UM SACO.

Por isso, deixo registrado aqui: NÃO COMPRE TABLET DA PHILCO.

Obrigada.


Naluh

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Uma década de um antigo projeto

Hoje fazem dez anos que a OM Multimídia nasceu. Fruto de uma vida passada, cheio de erros e acertos, parte de algo que foi e não é mais. Seu patrimônio dividido como butim, sua vida marcada por um fim que nem era o seu, mas era.
Era o caminho certo. Ninguém pode renascer se não morrer primeiro.

Naluh